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terça-feira, 16 de dezembro de 2025

"O Bostil não vai acabar por causa das saúvas. Vai acabar porque se ajoelha diante delas."

 

Chega de metáfora educada. As saúvas mandam no Bostil.

Elas legislam, julgam, pregam, administram, exploram e ainda posam de salvadoras. 

Chamam privilégio de estabilidade. 

Chamam repressão de ordem. 

Chamam miséria de ajuste.

Toda vez que o país tenta respirar, alguém grita:

“Cuidado! Sem nós, o Bostil acaba!”

Mentira.

Com vocês, ele apodrece.

O autoritarismo sempre volta com a mesma fantasia:

“É duro agora para melhorar depois.”

Depois nunca chega.

O que chega é mais controle, mais medo, mais silêncio.

As saúvas modernas não destroem lavouras.

Destroem imaginação política.

Convencem o povo de que não há alternativa.

Que reclamar é crime.

Que pensar é ameaça.

O maior golpe da história bostileira não foi militar, nem jurídico, nem econômico.

Foi psicológico:

fizeram o país acreditar que precisa de parasitas para sobreviver.

Não precisamos de salvadores da pátria.

Precisamos derrubar o altar onde eles se colocaram.

Se o Bostil acabar, não será por excesso de liberdade.

Será por overdose de ordem inútil, de poder inútil, de gente inútil no topo sugando tudo.

Ou o Bostil acaba com as saúvas do poder,

ou continuará sendo apenas um território administrado por elas.

E não:

isso não é extremismo.

Extremo é achar normal viver sendo roído.


Anarchy Now!

Sem medo.

Sem tutores.

Sem formigueiro.

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