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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

"Ou o Bostil acaba com as saúvas — ou o Bostil nunca existiu!"


A frase não é sobre insetos.

Nunca foi.

As saúvas sempre foram o sistema.

O que rói por dentro enquanto promete ordem.

O que se reproduz no escuro, mas governa à luz do dia.

No passado, eram pragas no campo.

Hoje, são instituições parasitas, elites blindadas, tecnocracias sem povo, moralismos armados, autoritarismos reciclados e progressos que só avançam para cima.

Toda vez que alguém diz “é preciso acabar com as saúvas”, o roteiro é o mesmo:

— corta-se direito,

— cala-se crítica,

— criminaliza-se a pobreza,

— concentra-se poder.

E chamam isso de salvação nacional.

Mas a verdade é simples e incômoda:nenhum formigueiro autoritário extermina saúvas — ele só as organiza melhor.

As saúvas modernas usam farda, toga, púlpito, planilha, algoritmo.

Elas não comem folhas. Comem futuro.

O Bostil não está ameaçado pelo caos.

Está ameaçado pela ordem que nunca funcionou para quem vive fora do centro do poder.

Quando o “progresso” exige silêncio, obediência e medo, ele não é progresso — é veneno de longo prazo.

Quando o Estado diz que precisa ser forte para salvar o país, quase sempre está forte contra o país.

Ou o Bostil acaba com as saúvas do poder, ou continuará sacrificando gente em nome de um país que nunca chega.

E se isso soa radical, é porque o parasitismo virou normal.

Quem chama isso de extremismo já escolheu seu lado. é a favor do formigueiro que o devora.

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