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“O mundo não dá importância ao Brasil”, diz Daniel Buarque. Para o pesquisador, ambição brasileira de querer ser visto como uma potência mundial contradiz a pouca importância que o resto do mundo dá ao país. Há um abismo entre a ambição do Brasil de querer ser uma potência mundial e a importância que as cinco potências com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU dão ao país. A conclusão é do jornalista e pesquisador Daniel Buarque, que acaba de publicar um livro com os achados de sua pesquisa. Na obra Brazil’s International Status and Recognition as an Emerging Power (O status internacional do Brasil e o seu reconhecimento como uma potência emergente, em tradução livre), Buarque coletou as opiniões de 94 diplomatas, ex-embaixadores, cientistas, empresários, funcionários governamentais e jornalistas sobre o poder do Brasil no exterior. Para eles, o Brasil é um país sem importância, incapaz de interferir nas grandes questões estratégicas, mas que as grandes potências preferem ter a seu lado a ter o país desbancando para o lado rival. “O conceito que eu uso para isso é o de peão cobiçado. Se pensarmos no cenário geopolítico global como um tabuleiro de xadrez, o Brasil é visto como a peça menos relevante, menos poderosa”, diz Buarque. “Ao mesmo tempo, todos esses países, que são grandes potências, querem que o Brasil seja um aliado deles.” A ideia de peão cobiçado é esta: “O Brasil não é visto como poderoso, mas as potências o querem do seu lado“. A distância entre a ambição brasileira de ser uma potência e a pouca importância que o país recebe no resto do mundo faz com que o país colecione sucessivos fracassos em política externa. Entre eles estão o acordo mediado pelo Brasil com o Irã e a Turquia, para tentar impedir a bomba atômica dos aiatolás, a tentativa de Lula de mediar a paz na Ucrânia ou de conseguir uma resolução do Conselho de Segurança da ONU pedindo um cessar-fogo na guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas na Faixa de Gaza.

domingo, 11 de fevereiro de 2024

Como diz o ditado popular, quem gosta de pobreza e miséria, de preferência massificada, é políticos e líderes religiosos para poder explorar, e claro os hipócritas. O fato é que não é o dinheiro que torna as pessoas ruins ou má, apesar de poder potencializar sua maldade já existente, mas além da natureza humana como espécie invariavelmente ser má, ainda tem a índole de cada pessoa que contribuem para isso, diante disso o dinheiro pode não ser sinônimo de felicidade e certamente não é, até porque a felicidade não existe o que existe são momentos de prazer e satisfação pessoal, mas quer entender como o dinheiro é capaz de proporcionar estes momentos de satisfação e prazer assim como sua falta pode proporcionar verdadeiras desgraças na vida das pessoas. Imagine ou veja na prática duas experiências exemplos que existem aos milhões por aí. Em uma, a pessoa que não tinha nenhum problema financeiro, vivia uma vida digna e confortável, de repente, não importa os motivos mas sim as consequências, essa pessoa perde tudo e se torna um mendingo, vivendo ou tentando sobreviver nas ruas sendo discriminado por todos e tudo, já excluído e segregado, passando todas as agruras que jamais imaginava passar com o dinheiro ou o que sua situação econômica era capaz de lhe proporcionar, como deve se sentir uma pessoa desta! Na outra situação uma pessoa que passou a vida sofrendo as piores agruras como fome, sede, falta de um teto, doenças, discriminações, indiferença, exclusão, nunca conseguia ter o menor prazer na vida etc, e de repente ganha um prêmio em dinheiro capaz de lhe proporcionar tudo que jamais teve na vida e nem mesmo em sonhos, já que em muitas situações até o direito de sonhar se perde por saber que é quase ou praticamente impossível se reverter tal condição de vida. Diante destas situações, muito comum no dia a dia, ainda mais em nações historicamente injustas ou cruéis socialmente como por exemplo o Brasil, o dinheiro é ou não a verdadeira diferença entre o céu e o inferno? Sem discurso hipócrita e maniqueísta ou retóricas vazias.