https://youtu.be/kY9y1vdLN7I?si=BS7YbLuiieGm6rlT
TÃO CRÍTICO QUANTO ÁCIDO, TÃO QUESTIONADOR QUANTO CÁUSTICO, TÃO CONTESTADOR QUANTO CORROSIVO E TÃO POLÊMICO QUANTO ANÁRQUICO. ESSE É ANARCHY NOW! UM BLOG OUTSIDE, REBEL, ANARCHIST, ATHEIST, INCONFORMISTA E LIBERTÁRIO, CONTEXTUALIZADOR CONTENDO CRÍTICAS, QUESTIONAMENTOS E CONTESTAÇÕES SOBRE TUDO ESPECIALMENTE SOBRE AS MEDIOCRIDADES E INFERIORIDADES DO BRASIL E DOS BRASILEIROS.
https://youtu.be/kY9y1vdLN7I?si=BS7YbLuiieGm6rlT
https://youtu.be/h7iGneUkzqI?si=p6eM7y2MccIC0YvA
https://youtu.be/56LE8A5m8ho?si=NLtYSB4xxghC7LTQ
https://youtu.be/P2MQH9nJfoc?si=MbGFAOGd5nIrR3vb
https://youtu.be/yIYOGe70Qxs?si=d2IsMUXk_o0SG47D
https://youtu.be/p-HNoVFadAQ?si=Svgjakd9_dHpJ66R
https://youtu.be/jjUQ6UHEjBI?si=eiU9esQFIOamcP2Y
Pelos muitos mecanismos que tem a seu favor que lhes facilita o não pagamento de impostos, mecanismos estes criados pelo sistema ou o ESTABLISCHMENT que existe para lhes servir, como o estado e suas instituições, os políticos e governantes, que lhes servem.
O fato é que os super ricos e ricos de verdade não só não trabalha, seus servos é quem trabalham para eles, como eles não pagam impostos, os ricos só repassam impostos para os pobres e a classe média pagar, ou seja, é uma versão da monarquia francesa pré-revolução quando a burguesia sustentava a monarquia francesa pagando impostos cada vez mais extorsivos.
Assim seja nos produtos que suas empresas produzem, seja nos serviços que estas prestam o fato é que eles não pagam ou quando muito pagam só uma fração dos impostos que deveriam pagar, e quando eles não conseguem repassar eles passam da produção para investir na especulação financeira ou simplesmente migram para onde eles não pagará ou pagará muito pouco impostos.
E quando os super ricos e ricos estão no paraíso não só da especulação como da agiotagem e principalmente dos monopólios, oligopólios e cartéis, como também em um dos mercados mais fechados do mundo, onde eles não têm concorrência com produtos e serviços vindos de fora que possam concorrer em condições justas ou de igualdade, aí eles estão no paraíso perfeito, ou seja, tem o mercado exclusivamente para eles, mais seus monopólios e cartéis, e quando eles ainda acham pouco, basta chorar para os políticos e governantes correr para lhes acudir e lhes dá ainda mais ajuda, mais privilégios, mais regalias, mais vantagens, mais benefícios, benesses e proteções, inclusive incentivos fiscais, um eufemismo para isenções e empréstimos com juros de pai para filhos, e assim a vontade com tudo que sempre quis ainda tem como melhorar, para eles é claro.
Quando os juros sobem e quase sempre sobem, que é juntamente com a impressão de dinheiro e inflação no mesmo nível, como invariavelmente o governo faz para financiar seu saco sem fundo de gastar muito mais do que arrecada para sustentar a corrupção e roubalheiras, e com tudo isso eles os super ricos e os ricos nesse paraíso, produzem e vendem seus produtos e serviços absurdamente caros e de qualidade inferior, pois sem uma concorrência minimamente justa com os produtos e serviços vindos de fora é tudo que eles os super ricos e ricos mais querem.
Mas se ainda assim eles perceberem que estão armando para lhes extorquir eles simplesmente fazem as malas e vão embora para algum lugar mais amigável, para eles, seja para produzir sem ter parasitas sanguessugas como sócios, seja para fugir das extorsões tributárias, burocracias etc, seja saindo da produção e ficando exclusivamente na especulação financeira principalmente comprando títulos do estado com juros estratosféricos que é lucro certo sem riscos nem esforços.
No final das contas quem tem o poder econômico são eles seja para produzir, seja para especular, e quem precisa do capital deles é o estado, os políticos e governantes, o mercado de bens e serviços e principalmente as massas de trabalhadores que dependem dos empregos.
https://youtu.be/soqiN_mHp-Y?si=3OMeubghMPC1c4MX
https://youtu.be/fPBD-LlUmqY?si=coVlN7hkVjZTQkFr
https://youtu.be/nf5eHP6UIr8?si=-TLVZ-dcRit7zXe6
https://youtu.be/RM5QeIdSUJc?si=zbW5h2hRI2vDxikq
https://youtu.be/SMtTh2zlvGA?si=70s1nXCxcpsoyuOV
https://youtu.be/vChrBaazqxo?si=qQEhRQ9gTD6e3j4n
https://youtu.be/desEB15OJv0?si=qEe4uM_XsrSFQrRF
https://youtu.be/f06FE4q-8u4?si=PIc4meaFJY2mYAEv
https://youtu.be/WcVA3EP0_bI?si=kSno6OcueUhhr__K
Como dizia um antropólogo, sociólogo e historiador americano professor de Harvard University, que nos anos setenta veio para o Bostil estudar os bostileiros e ficou por aqui uns trinta anos. Esse professor tinha uma coluna no jornal a Folha de São Paulo, e dizia que a pior mistura que poderia existir na formação de uma nação foi a brasileira, que juntou o que existia de pior na Europa na época os portugueses, o que existia de mais primitivo na África, as etnias do centro da África que era capturadas pelas outras etnias e vendidas ou traficadas, para serem usadas como escravos aqui, e finalmente as piores etnias sul-americanas as tropicais, que pela facilidade de encontrar comida como caça, frutas e água, nem com vestes precisavam se preocupar devido ao clima viviam nus e até a habitação não exigia neurônio nem mesmo grandes esforços físico bastava fazer uma oca e uma rede de cipó e pronto.
Resultado, como não tinham dificuldades para viver não precisava pensar ou usar o cérebro, e assim sem se esforçar racionalmente e preguiçosos e indolentes estas etnias nem para escrevo serviram. Resumindo, o bostileiro é uma mistura só do que poderia existir de pior, os primitivos moral, ético, cultural e intelectual da Europa os portugueses, os primitivos dos primitivos da África e os primitivos preguiçosos e indolentes daqui os índios, desse infame cruzamentos nasceu os bostileiros, que como nada é tão ruim que não se consiga piorar ao longo dos séculos os bostileiros conseguiram piorar e muito o que já era péssimo.
Esse professor e estudioso americano também costumava dizer que jamais o Brasil será uma nação evoluída e civilizada, e ele citava 20 motivos para isso, entre estes além da maldita e infame mistura étnica-cultural, está também o fato do Brasil ter sido a nação que mais lucrou com uma das piores desgraças da humanidade a escravidão humana e étnica que só acabou, pelo menos na teoria, porque o Bostil foi pressionado pelas nações que já remunerava a mão de obra e por isso seus produtos era mais caros para ser exportados, enquanto no Bostil por usar mão de obra escrava os produtos era bem mais baratos no mercado mundial.
Outro motivo para o Bostil jamais vim a se tornar uma nação evoluída e civilizada é pela sua localização na região tropical e quente onde por uma questão geográfica climática quante e insalubre nenhuma nação no mundo evolui e muito menos se torna civilizada, o clima quente conspira contra e fica ainda pior quando se junta a preguiça, a malemolência e a indolência mais o primitivismo moral, ético, cultural, intelectual e étnica-cultural como é o caso do Bostil.
O americano também dizia que os países vizinhos do Brasil têm muito mais chances de vir a se tornar evoluídos e civilizados, enquanto o Brasil o máximo que poderá alcançar será ser o primeiro dos últimos, se isso servir de consolo, bem aí é a ratificação da inferioridade, apesar de não poder fazer nada mesmo é sentar e chorar, ou se vangloriar, como os bostileiros fazem mas do que deveriam se envergonhar.
O tal plano para acabar com a guerra na Ucrânia apresentado pelo Krasnov russo Trump, que na verdade é um plano de capitulação ou rendição incondicional para a Ucrânia, esse plano de tão traidor, vergonhoso e suspeitoso, despertou o interesse de especialistas em linguagem e linguistas, entre outras coisas ao analizar vícios de linguagem que só existem na língua russa estes concluíram que na verdade esse tal plano não foi elaborado ou escrito por Trump ou sua equipe, mas sim por Putin e sua equipe que elaborou exatamente como ele quer e repassou a Trump, para passar a idéia de que foi elaborado por Trump e sua equipe.
Mas a questão é, por que um plano de capitulação ou rendição incondicional como esse seria elaborado por Trump, por mais que ele seja volúvel, inseguro e indeciso, logo depois dele ter decidido nos últimos dias apoiar decididamente e definitivamente a Ucrânia vendendo grandes quantidades de armamentos, e ainda ter aumentado as sanções contra a Rússia, inclusive ter dito claramente que as negociações com Putin já tinham encerradas por falta de interesse de Putin em negociar ou acabar com a guerra.
Diante de tudo isso não tem como não concluir, que certamente Putin sabendo que Trump além de volúvel, fraco, inseguro e indeciso, assim como nutrir uma forte submissão e subserviência assim como admiração por ele Putin, este deve ter feito mais que imposições e sim chantagens a Trump por saber segredos de Trump que esse teme vim a público, e as chantagens de Putin o pressionou a voltar atrás para fazer exatamente o que Putin deseja que é a rendição incondicional da Ucrânia para com isso impor terror na Europa com seu plano megalomaníaco da "Grande Rússia" um novo império com ele Putin no comando, e assim preparar para invadir e tomar nações como Polônia, Finlândia, Estônia, Letônia e lituânia, para com isso ter forte domínio no báltico.
As nações européias já sabem que além de não poder confiar nem acreditar em nada que Trump diz também deve saber que não pode nem deve mais depender da proteção dos Estados Unidos mesmo pós-Trump, mas buscar se preparar para se defender em bloco especialmente das ameaças russa e principalmente de Putin, até porque enquanto esse estiver no comando da Rússia será uma eterna ameaça não só a Europa como a paz mundial, para Putin só existe uma solução sua derrubada ou remoção do poder vivo ou morto e ponto final!
https://youtube.com/shorts/MozSKTlFsY8?si=so0vu2ioGSIBq6_T
O comportamento do presidente americano Donald Trump frequentemente desperta inquietação tanto dentro quanto fora dos Estados Unidos. Sua postura volúvel, marcada por mudanças bruscas de opinião e recuos inesperados, transmite a imagem de um líder inseguro e por vezes indeciso. Em vários episódios, suas declarações públicas parecem ser feitas de maneira intempestiva, impulsiva e sem o devido cálculo das consequências políticas, diplomáticas ou estratégicas. Essa tendência faz com que muitas de suas posições iniciais — aparentemente firmes e definitivas — desmoronem diante da primeira pressão, revelando uma surpreendente vulnerabilidade emocional para alguém que ocupa o cargo mais poderoso do mundo.
A situação se torna ainda mais evidente quando Trump lida com figuras como Vladimir Putin. Em diversas ocasiões, sua retórica inicial forte é seguida por recuos súbitos, contradições ou tentativas de suavização, criando a percepção de que ele fala sem ponderação e volta atrás ao se deparar com líderes mais experientes ou estrategicamente calculistas. Esse padrão alimenta a impressão de imaturidade, ingenuidade e até medo, como se Trump alternasse entre bravatas públicas e concessões privadas, incapaz de manter uma linha coerente quando o confronto político exige firmeza real.
O resultado é um déficit de credibilidade. Quando um presidente muda de posição repetidamente, suas palavras deixam de carregar peso político. Passam a ser vistas como meros impulsos, declarações de momento, frequentemente mais próximas de blefes do que de compromissos. Em um líder comum, isso já seria problemático; em um presidente — ainda mais o presidente da nação mais poderosa e influente do planeta — torna-se algo inaceitável. A previsibilidade, a consistência e o cálculo estratégico não são luxos no exercício da presidência: são requisitos básicos.
Com esse padrão de comportamento, Trump acaba transmitindo a mensagem de que suas falas não podem ser tomadas como garantias, e que qualquer declaração sua pode ser revertida poucas horas depois. Em um cenário internacional delicado, onde cada palavra presidencial é observada por aliados e adversários, essa volatilidade mina a confiança e compromete a estabilidade que se espera da liderança dos Estados Unidos.
A presidência de Donald Trump (2017-2021) foi marcada por um estilo de liderança que desafiou as normas diplomáticas e políticas estabelecidas, sendo frequentemente criticado por sua natureza volúvel, insegura e profundamente imprevisível. Para muitos observadores, o cerne do problema residia na comunicação intempestiva e aparentemente não filtrada, que gerava a impressão de que o presidente agia e falava de forma ingênua e sem a devida ponderação das consequências de suas ações ou recuos.
Essa dinâmica criava um ciclo de bravatas e blefes, onde declarações fortes e aparentemente definitivas eram rapidamente seguidas por reversões, correções ou uma total negação de posições anteriores. Tal inconstância, vista como uma "imaturidade juvenil", minava a credibilidade da Casa Branca, pois a confiança de que o que era dito hoje permaneceria válido amanhã se dissipava. A política externa, em particular, era percebida como refém de impulsos momentâneos, e não de uma estratégia coerente e de longo prazo.
Um dos pontos mais sensíveis e notórios dessa instabilidade era a forma como Trump lidava com o Presidente russo Vladimir Putin. Enquanto demonstrava uma postura de confronto e crítica aguda a aliados históricos e instituições democráticas, Trump manifestava uma deferência pública notável e, para seus críticos, alarmante em relação a Putin. Declarações que a princípio pareciam duras eram recorrentemente suavizadas ou desmentidas, levantando suspeitas de medo, fraqueza ou uma insegurança subjacente em relação ao líder russo. Essa tendência de "voltar atrás" em momentos cruciais, após declarações que poderiam ser decisivas, reforçava a percepção de que sua força era, na verdade, uma pose, ou uma simples cortina de fumaça.
Em última análise, esse padrão de comportamento, onde a volatilidade e a indecisão se tornam a tônica, é considerado inaceitável para o presidente da nação mais poderosa do mundo. A estabilidade e a previsibilidade são pilares essenciais da política global. Quando a palavra do líder da maior potência mundial perde seu peso e é interpretada apenas como mais uma bravata descartável, o risco de erros de cálculo por parte de adversários aumenta, e a influência diplomática americana se fragiliza, comprometendo a segurança e a coerência da liderança global.
A presidência de Donald Trump foi marcada por um estilo de governar e comunicar que frequentemente beirava o caótico. Uma de suas características mais notáveis — e, para muitos, mais preocupantes — era a sua volubilidade, uma insegurança e indecisão mascaradas por uma fachada de força inflexível. Longe de ser a imagem do líder resoluto que pretendia projetar, Trump muitas vezes dava a clara impressão de um homem que age e fala de forma intempestiva, ingênua e sem medir as consequências de seus atos ou recuos.
Esse padrão de comportamento revela uma imaturidade juvenil incompatível com o cargo mais elevado da nação mais poderosa do mundo. Em vez de uma estratégia calculada, suas ações frequentemente pareciam motivadas por impulsos momentâneos, por uma necessidade patológica de validação imediata e, em muitos casos, por um medo subjacente de ser percebido como fraco. Ele governava pelo drama, criando crises via Twitter e depois recuando, alterando ou simplesmente negando suas próprias declarações, como se o ciclo de notícias de 24 horas fosse um tabuleiro de xadrez onde as jogadas de ontem não contam.
Nenhum exemplo é mais emblemático desse fenômeno do que sua relação com o presidente russo, Vladimir Putin. Repetidas vezes Trump posicionou-se publicamente de forma subserviente e crédula em relação ao líder do Kremlin, recusando-se consistentemente a confrontá-lo ou a endossar as conclusões de suas próprias agências de inteligência sobre a interferência russa nas eleições americanas. No entanto, mesmo após essas demonstrações de deferência, quando a pressão política e midiática se tornava insustentável, ele era capaz de ordenar uma ação mais dura — como um ataque cibernético ou a expulsão de diplomatas — apenas para, em seguida, voltar atrás ou minimizar a importância da medida.
Esse vaivém constante criou um cenário perigoso: a palavra do Presidente dos Estados Unidos tornou-se uma moeda desvalorizada. Aliados não podiam confiar em seus compromissos, pois um acordo anunciado com pompa numa segunda-feira poderia ser desfeito por um tuíte na terça-feira. Adversários, como Putin, aprenderam a explorar essa inconsistência, manipulando-o com elogios e aguardando pacientemente sua próxima guinada autodestrutiva ou sua inevitável retratação.
A consequência mais profunda desse temperamento é a erosão da credibilidade. Quando um líder é percebido como alguém cujas declarações "fortes e definitivas" são, na verdade, bravatas ou blefes descartáveis, ele perde o seu ativo mais vital: a confiança. Nunca se podia acreditar plenamente no que Trump dizia, pois suas palavras não eram o produto de uma reflexão sólida ou de uma política estruturada, mas sim de um estado de espírito volátil.
Um comportamento assim é mais do que simplesmente "não-presidencial"; é perigosamente disfuncional. Para o presidente da nação mais influente do globo, a previsibilidade, a solidez estratégica e a confiabilidade não são meras virtudes — são requisitos fundamentais para a estabilidade internacional e a segurança nacional. A imaturidade juvenil de Trump, com seus medos e sua impulsividade, mostrou-se não apenas inaceitável, mas como uma vulnerabilidade estratégica que o mundo todo foi forçado a testemunhar e a navegar, muitas vezes à beira do imprevisível.
Abra os links abaixo para vê os vídeos.
https://youtu.be/cZmpx1ax6PQ?si=zEw-uaXsSjbQu0hj
https://youtu.be/aCWmo_e_tAk?si=Drz0oUxZZ0WqBn72
Em qualquer nação minimamente séria evoluída ou civilizada qualquer escândalo, ainda mais criminoso, causa um verdadeiro terremoto e derruba qualquer governo, cabeças rolam e as punições são como deve ser exemplar mas na republiqueta bananeira e esgoto chamado Brasil ou Bostil, os criminosos responsáveis pelo escândalo, mais do que não serem punidos ainda são protegidos e blindados pelo ESTABLISCHMENT e pelo deep-state, ou seja, pelo sistema dominante e suas elites privilegiadas podres, afinal todos os criminosos do alto escalão do deep-state faz parte do ESTABLISCHMENT são imunes, impunes e intocáveis, até porque se um cair pode afetar ou arrastar consigo outros destes criminosos nessa estrutura criminosa, e quando estes criminosos integra o deep-state a "operação abafa" no melhor estilo máfia, é logo posto em prática, ainda mais quando esse deep-state é também um narco-estado com um narco-governo em uma narco-ditadura stalinista cleptocrata de toga, como vive hoje o Bostil vulgo Brasil.
Que o Bostil vulgo Brasil é o paraíso da corrupção, roubalheiras e outras desgraças mais como as facções e organizações criminosas de todos os tipos possíveis, como por exemplo o narcotráfico e do mercado financeiro, máfias estas oficiais e para-oficial com e sem gravata, farda, coturno, insígnia, distintivo e toga, nada disso é novidade nem surpreende ninguém mais e de escândalo em escândalo a cada dia mesmo sendo só a ponta de um gigantesco iceberg, vem a público mais coisas escabrosa, assim nesse pantano de podridão moral, ética e cultural dessa republiqueta bananeira e esgoto chamado Brasil ou Bostil, aqui nada jamais surpreende ninguém afinal estamos mesmo em narco-país, uma repúblqueta bananeira e transformada em uma narco-ditadura com um narco-estado e nas mãos de um narco-governo stalinista cleptocrata de toga.
O último escândalo só nessa semana, foi a prisão, já em fuga, do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que aplicou um golpe no mercado de mais de doze bilhões e que tem em sua carteira de parceiros além do Barce o escritório da família Moraes(o conhecido déspota tirano, o FAKE JUDGE e violador dos direitos humanos, Alexandre de Moraes), escritório esse contratado para defender e obviamente proteger os crimes golpistas financeiros, Michel Temer, indicador de Moraes para o STF, Ricardo Lewandowski ministro da tal justiça, Gilmar Mendes e José Roberto Barroso, parsas do FAKE JUDGE na côrtezinha perdulária Luiz XVI tupiniquim vulgo STF, os ex-ministros da fazenda Henrique Meireles, Guido Mantega, todos figurinhas carimbadas do álbum do paraíso da corrupção e roubalheiras Bostil, Bananil vulgo Brasil.
Reduzir só a um simples "conflitos de interesses" o fato de um escritório de advocacia de um ministro da última instância de justiça ser o defensor e protetor dos interesses, invariavelmente escusos, diga se de passagem, de pessoas ou corporações, que tem causas bilionárias na tal justiça e que estas causas bilionárias certamente cairão na mesa destes mesmo ministros que julgará, é ser no mínimo displicente, para não dizer complacente e conivente minimizar tamanho crime.
A verdade é que nesse pantano de corrupção e roubalheiras em que está assentado e enterrado o Bostil vulgo Brasil, com o crime organizado oficializado e institucionalizado protegido pelo narco-estado e suas instituições onde um narco-governo stalinista cleptocrata de toga é quem dá as cartas, "o criminoso bate o escanteio, corre para matar no peito e chutar para fazer o gol, ainda sem o goleiro que estará deitado lá dentro do gol!"
Abra os links abaixo para saber mais.
http://youtube.com/post/UgkxFhnGjyG1x6Eoqq7tUdCrfstl_eZmsF8j?si=_ryRFyDi9B5jZCnw
https://youtu.be/PHNf4_MypGM?si=CUy5aTC0Y1za7o-O
https://youtu.be/y3urnrlsao4?si=MHdxvPtEuOIUhHp-
https://youtu.be/sDR2BTBxe_M?si=IEgHH1plkSrq11zn
https://www.youtube.com/live/BlIsNk0YBts?si=gFcuKYPBwbV5vYKP
https://youtu.be/VQ0BkCb0rVA?si=NfqhSRsI0L-FSfxU
https://youtu.be/70UMatNXTKs?si=tN1GXCGYOVJpgtsJ
https://youtu.be/setTX3UVo_Y?si=boOnLfuxiB8AcxD2
https://youtu.be/vwLOFHluseA?si=Ds-KIEokd01BrjKZ
https://youtu.be/ZMrJkrI1DdA?si=RuYWX8SpJrmAHZAs
https://youtu.be/3b65e97kWVc?si=l9BqoNTxAqKe_NAZ
Abra o link abaixo para saber mais.
http://youtube.com/post/UgkxvkOvrg0qiLKgM2fP3zVu2WuDz7ceyCoD?si=oUbhVj5k8g0INAmU
https://youtu.be/JjK3DU_D-us?si=3hsIam5xzkyuDI93
https://vt.tiktok.com/ZSf8qjV1y/
https://youtu.be/PHNf4_MypGM?si=CUy5aTC0Y1za7o-O
Abra o link abaixo e veja esse vídeo
https://youtu.be/goAPE03hFEA?si=INqLWNOFPQd0nl90
https://youtu.be/OJYwCB3QlRk?si=kBkSBCV4zrsfx7zG
Para mais detalhes abra o link abaixo.
https://youtu.be/p00MXpB7U0w?si=mggo39gPqg_kiz82
https://youtu.be/aZZZ5y0Zffs?si=NKAlLDGzaPl36zIR
https://youtu.be/AiBwStm5uNE?si=EU0A5_Q5ZLG1JitJ
https://youtu.be/VXB8BRWXM3M?si=m0IIu8cdowSNvNQ4
Abra o link abaixo para saber mais.
https://youtu.be/1SMNjG9g_PI?si=AZ6Vf8m-WhM2oNj5
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https://youtu.be/MQH0SYI83xA?si=n0LLqRV7RahxUepS
https://youtu.be/s7MP7kZdJXo?si=BZsMh97NxTkFXEHK
https://youtu.be/_vzUko8Bs5A?si=ThTF8vt4aW9SoeUG
https://youtu.be/jAaojI25SJ8?si=wGUZoEJBL1ngSfyU
https://youtu.be/zUSCht8CV3o?si=wBrguDPEpWP54bXZ
https://youtu.be/s7MP7kZdJXo?si=zYWwIH4MKXPe_Fdj
https://youtu.be/cjw-s4I2Q3U?si=9b7BS-qJG0fxAyA6
https://youtu.be/aZ-BxgW9IUE?si=ENJSbp7Ad6wL5skk
https://youtu.be/cQUcQ5e6AJs?si=dmnMLbg5PJh0elKK
Por quê os Estados Unidos, apesar de não ser nenhum exemplo de civilidade, ainda assim deu certo, enquanto o Bostil vulgo Brasil mesmo tendo a mesma idade dos Estados Unidos, não deu, e dificilmente dará certo!
Os motivos são vários mas nem são dimensões, população ou recursos naturais que são semelhantes em ambas, os motivos são diferentes do que a maioria principalmente dos bostileiros imaginam mas foram determinantes para enquanto os Estados Unidos cresceram e se desenvolveram, o Bostil vulgo Brasil, ficou cada vez mais para trás e atrasado nessa corrida.
1- Os Estados Unidos ter sido descoberto e colonizado pela Inglaterra e não por Portugal, que das três maiores matrizes colonizadoras da época, indiscutivelmente a pior e mais atrasada era a portuguesa.
2- Não está localizado em região tropical. Não é por acaso que não existem nenhuma nação desenvolvida e muito menos evoluida e civilizada, na região tropical, e as explicações para isso são muitas e históricas, comodismo e preguiça, primitivismo cultural, clima insalubre para o desenvolvimento intelectual dos indivíduos e etc.
3- Não ter etnias tropicais reconhecidamente primitivas e preguiçosas pelo comodismo e indolência como as etnias amazônicas, além do fato de que as etnias indígenas americanas mesmo sendo perseguidas e dizimadas pelos colonizadores sempre mantiveram sua independência e identidade cultural.
4- Não ter uma cultura excravocrata tão arraigada e profunda como o Bostil, e ainda ter acabado com essa indignadade e vergonha bem antes do Bostil.
5- Apesar de toda e qualquer crença de fé religiosa ser um grande atraso racional e cultural para qualquer indivíduo e nação ou povo, diferente dos portugueses e espanhóis que colonizaram a América Latina, os colonizadores dos Estados Unidos não impuseram a força sua religião, como os colonizadores latino-americanos portugueses e espanhóis impuseram a religião católica na América Latina.
6- Apesar de que a miscigenação étnica-cultural ser negativa na formação de uma nação pelas mediocridades da natureza humana que invariavelmente prevalece quando da mistura de culturas, não é por acaso que as nações mais evoluídas e civilizadas são as com maior seletividade ou menor miscigenação, enfim misturas étnicas, goste ou não, concorde ou não alguns. A população americana apesar de uma grande variedade étnica foi mais seletiva nessa mistura ao atrair em seus primórdios etnias mais evoluídas socialmente e culturalmente.
7- Como a cultura de um povo jamais se muda depois de formada no máximo se traveste mas essa continuará latente e pronta para explodir nos piores momentos, quando essa cultura tem uma formação minimamente digna suas consequências colaboram decididamente para um desenvolvimento mais digno e sustentável da sociedade, e nos Estados Unidos a mistura étnica-cultural foi menos miserável que no Bostil vulgo Brasil, onde se as origens colonizadora já era ruim e evoluíram sempre para pior também nunca foi atraente. Outros fatores contribuíram para os Estados Unidos atrair culturas mais evoluídas socialmente e culturalmente, principalmente por ser mais receptivel a esse tipo de colonização e imigração oferecendo oportunidades para todos, diferente do Bostil que sem atrativos para os imigrantes com maior nível cultural e intelectual atraem sempre o que tem de pior nas outras culturas.
8- No rastro da herança étnica-cultural de qualquer nação está seus conceitos moral e quando estes já trazem um legado de mediocridades, de mazelas e inferioridades moral e ética, por mais que se tente reverte-los é praticamente impossível e em alguns casos pode até piorar, quando não se reconhece suas mediocridades e mazelas como coisas negativas e de inferioridades moral e cultural, até porque a cultura de um povo é algo praticamente imutável, quando não publicamente mas sim intimamente, e se o indivíduo tosco tem dificuldade para esconder ou disfarçar suas mediocridades, vícios e comportamentos desprezíveis, o indivíduo com maior nível intelectual sabe tanto disfarçar mais sendo falso como ser mais sofisticado e danoso em suas atitudes ou ações medíocres. O tosco, ignóbil e energúmeno é mais espontâneo e previsível em suas ações, enquanto os mais letrados ou com maior poder econômico invariavelmente sabem disfarçar suas mediocridades e leviandade, o indivíduo mais rico e culto é muito mais perigoso que o indivíduo pobre e inculto.
Aqui nessa comparação nem tratou de conceitos político-ideológicos, geopolítico etc, só mesmo histórico sociológico, etimológico e geográfico.
Conclusão. Os Estados Unidos e os americanos, passam longe de ser uma nação evoluída e civilizada, mas se desenvolveram e cresceram pela sua história, desde sua descoberta e colonização, até sua atração pelo que podia oferecer aos que para lá íam e apesar de tudo que tem acontecido, ainda vão. Já o Bostil vulgo Brasil e os bostileiros, pelo que foram e são passa a anos luz da evolução e mais ainda da civilidade humana e por mais que tentasse porque nem tentar tenta pois cagaram e sentaram na merda, o máximo que essa repúblqueta bananeira e esgoto chamado Brasil ou Bostil e seu povo bostileiro conseguirá chegar será ser o primeiro dos últimos, se isso o consola, que se resigne com suas próprias mediocridades e inferioridades.
https://youtu.be/aHHGfwMeuAI?si=yvosmxLbMTHWHYtL
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https://youtu.be/xnQNp7F5log?si=IWiW8Frrd_as-MpH
Abra o link abaixo para saber mais sobre o assunto.
https://youtu.be/j_xnu6-TrOM?si=1s0p_krA481KrAst
https://youtu.be/WDgY05T6yWI?si=PsdhnWZOt6YjdvZX
https://youtu.be/uRtYXH-8fSo?si=g-7uOqAxIrooOuAi
https://youtu.be/qU8I4jMlT8w?si=rBcMCVtblSnAK3tH
https://youtu.be/d_wfpLCrEe0?si=SRRH1b-8albZU6dJ
https://youtu.be/uRtYXH-8fSo?si=99JCGw3jZl1wD22M
https://youtu.be/nEGt2t8rpUw?si=dizu1FKExAGZvwPW
Veja esse vídeo.
https://youtube.com/shorts/2EP6kvu1nTQ?si=_AOpnhf-v0s9ExI6
Mesmo com o extraordinário avanço tecnológico, nunca se trabalhou tanto – reflexo direto do desmonte de direitos e chantagens patronais que abriram portas para jornadas primitivas. A luta contra a escala 6×1 é apenas a ponta do problema de uma batalha mais ampla
OutrasPalavras
Trabalho é Precariado
Por Leonardo Lani de Abreu
Publicado 06/11/2025 às 16:52 - Atualizado 06/11/2025 às 17:12
A liberdade humana é inconcebível sem o tempo, a ponto de se poder afirmar que, na ausência do tempo livre, isto é, o período temporal em que uma pessoa não está obrigada a trabalhar ou a realizar outras atividades impostas, inexiste também a liberdade real. Quem não é dotado de tempo livre tem pouca margem para pensar, criar, estudar, descansar ou participar da vida política. O resultado dessa privação é o surgimento em larga escala de indivíduos autocentrados, intelectualmente embotados, esgotados, ou, numa palavra, infelizes. Esta é a razão por que Marx (2011) identificou a riqueza genuína como o tempo livre dispensado ao alcance da plenitude do desenvolvimento humano, em vez do acúmulo de bens materiais.
Em direção contrária, as jornadas longas e intensas, o empobrecimento do tempo livre e o rebaixamento da vida à função econômica pura e simples, na quadra histórica atual, patenteiam a subordinação do tempo às lógicas do trabalho, da produtividade irrestrita e do lucro. Este sequestro do tempo é, ao fim e ao cabo, uma diminuição da liberdade. Apesar de formalmente “livres”, as pessoas ou não dispõem de tempo para exercerem sua liberdade, ou, quando arranjam algum tempo livre, estão fatigadas e/ou sem recursos para aproveitá-lo. Resta saber por que um regime tão adverso à emancipação humana apresenta tanta resiliência, sumarizada na doutrina TINA, acrônimo de “There Is No Alternative”, verdadeiro mantra de Margareth Thatcher (1925-2013), ex-primeira-ministra do Reino Unido.
Mesmo com o extraordinário avanço tecnológico, nunca se trabalhou tanto – reflexo direto do desmonte de direitos e chantagens patronais que abriram portas para jornadas primitivas. A luta contra a escala 6×1 é apenas a ponta do problema de uma batalha mais ampla
Este texto, originalmente intitulado A promessa incumprida de mais tempo livre ao trabalhador foi escrito por Leonardo Lani de Abreu e faz parte de um dossiê organizado pelo Cesit/Unicamp, Site DMT, Remir, GEPT/UNB e FCE/UFRGS e publicado em parceria com o Outras Palavras. Leia aqui a série completa
A liberdade humana é inconcebível sem o tempo, a ponto de se poder afirmar que, na ausência do tempo livre, isto é, o período temporal em que uma pessoa não está obrigada a trabalhar ou a realizar outras atividades impostas, inexiste também a liberdade real. Quem não é dotado de tempo livre tem pouca margem para pensar, criar, estudar, descansar ou participar da vida política. O resultado dessa privação é o surgimento em larga escala de indivíduos autocentrados, intelectualmente embotados, esgotados, ou, numa palavra, infelizes. Esta é a razão por que Marx (2011) identificou a riqueza genuína como o tempo livre dispensado ao alcance da plenitude do desenvolvimento humano, em vez do acúmulo de bens materiais.
Em direção contrária, as jornadas longas e intensas, o empobrecimento do tempo livre e o rebaixamento da vida à função econômica pura e simples, na quadra histórica atual, patenteiam a subordinação do tempo às lógicas do trabalho, da produtividade irrestrita e do lucro. Este sequestro do tempo é, ao fim e ao cabo, uma diminuição da liberdade. Apesar de formalmente “livres”, as pessoas ou não dispõem de tempo para exercerem sua liberdade, ou, quando arranjam algum tempo livre, estão fatigadas e/ou sem recursos para aproveitá-lo. Resta saber por que um regime tão adverso à emancipação humana apresenta tanta resiliência, sumarizada na doutrina TINA, acrônimo de “There Is No Alternative”, verdadeiro mantra de Margareth Thatcher (1925-2013), ex-primeira-ministra do Reino Unido.
A resposta mais óbvia é a de que a sobrevida do sistema capitalista advém da dominação da classe trabalhadora. E não poderia ser de outra maneira, pois a economia burguesa, ao privar a esmagadora maioria dos cidadãos dos meios básicos para uma existência digna e frutífera, só consegue subsistir mediante o emprego da violência, nas suas mais diversas modalidades. Parafraseando o lema do brasão chileno, trata-se de uma coercitividade estabelecida “pela razão ou pela força”. O presente artigo se propõe a analisar essas duas estratégias de perpetuação do capital, no intuito de desnaturalizá-las.
Num primeiro momento, será feito um delineamento geral de como o capitalismo, a despeito de se apresentar como única opção produtiva para a humanidade, está fundado e se sustenta na arbitrariedade, o que põe em relevo sua ilegitimidade. Em seguida, ocorrerá o escrutínio das formas mais encobertas da dominação capitalista, em especial, os posicionamentos de que o sistema é permeado por uma racionalidade otimizadora de recursos e de que o sacrifício despendido pelos trabalhadores é temporário e será mitigado numa fase mais próspera – a velha história de que é preciso esperar o bolo crescer para depois dividi-lo. Por último, serão salientadas as potencialidades anticapitalistas do enfrentamento à escala 6X1. A hipótese de trabalho é a de que a luta pelo fim dessa escala pode ser precursora de uma contestação mais ampla à apropriação do tempo dos trabalhadores. A metodologia utilizada é qualitativa, exploratória e bibliográfica e a abordagem é dedutiva.
A propensão capitalista à força bruta
Por mais que pareça espontânea e inevitável, em decorrência de um processo de naturalização do social encampado de forma ininterrupta pelos seus apologistas, a ordem econômica capitalista notabiliza-se, desde a sua gênese, pela recorrência à força. É o que mostra Marx (2025) na análise sobre a “acumulação primitiva”, processo instaurado entre os Séculos XV e XVIII que lançou as bases para o surgimento do modo de produção capitalista, com a expulsão massiva de camponeses de suas terras e residências, a dissolução de formas comunitárias de reprodução existencial e a pauperização compulsória desses sujeitos, a fim de integrá-los ao mercado laboral, em que são obrigados a vender sua força de trabalho, quase que invariavelmente em condições que lhes são desvantajosas.
A noção de “acumulação primitiva” fulmina a visão idílica de que a ordem econômica atual assenta-se na industriosidade de seus pioneiros, que teriam adquirido, pelo trabalho duro e pela poupança, a supremacia sobre uma malta pródiga e imprevidente, compelida a trabalhar por um salário: “Nada mais falso: sem a destruição violenta e sanguinária das sociedades baseadas na fusão entre o trabalho e os meios de produção o capital não poderia desenvolver uma dinâmica própria, encetada pela sua autovalorização” (Mariutti, 2019, p. 14). Uma transformação dessa magnitude contou com uma maciça intervenção estatal, consubstanciada em medidas como a criação de legislações coercitivas, os cercamentos de terras e a repressão aos estilos de existência independentes da lógica mercantil, todas elas voltadas à vinculação da reprodução social aos ditames de um mercado autorregulado (Polanyi, 2000).
A mercantilização de todas as instâncias da vida social, ínsita ao neoliberalismo, guarda relação estreita com a mercantilização do trabalho. A primeira só pode ocorrer sob a condição de “[…] que os trabalhadores tenham sido expropriados em massa dos meios de produção e que, com isso, sejam constrangidos a vender a sua força de trabalho para um pequeno número de detentores de tais meios” (Kashiura Júnior, 2014, p. 184-185). Pode-se alegar que, na ordem atual das coisas, os trabalhadores são, tanto quanto os demais atores econômicos, livres, e podem escolher vender ou não sua força de trabalho, o que representaria uma sensível evolução em comparação com os modos de produção anteriores. A falácia desse argumento salta aos olhos, pois a sobrevivência dos que são desprovidos dos meios de produção está atrelada à comercialização de seu labor.
O trabalho é a categoria antropológica fundamental, por representar “[…] a atividade pela qual o metabolismo entre o homem e a natureza é mediado” (Marx e Engels, 1988, p. 40, Tradução Nossa). Não obstante tamanha importância, desenvolve-se, no capitalismo, sob a égide da alienação, de forma que o trabalhador não é livre nem para decidir como produzir, nem para se apropriar dos frutos da produção. A ínfima parcela que lhe cabe daquilo que produz serve estritamente para garantir a permanência de sua própria exploração.
Não é nenhum exagero encarar tal jugo como uma metamorfose da escravidão, com o agravante de que, no contexto atual, a vida humana se torna cada vez mais irrelevante, face à primazia do trabalho morto sobre o trabalho vivo, que joga na desocupação imensos contingentes de trabalhadores, enquanto que na escravidão a manutenção da vida do escravo era imperativa, “[…] pois ele representava uma reserva de capital e a depredação da sua saúde e capacidade de trabalhar implicava em prejuízos diretos ao seu dono” (Bertolotti, 2011, p. 78). Mutatis mutandis, pode-se aplicar o mesmo raciocínio no cotejo entre o capitalismo e o feudalismo.
Mesmo com o extraordinário avanço tecnológico, nunca se trabalhou tanto – reflexo direto do desmonte de direitos e chantagens patronais que abriram portas para jornadas primitivas. A luta contra a escala 6×1 é apenas a ponta do problema de uma batalha mais ampla
A liberdade humana é inconcebível sem o tempo, a ponto de se poder afirmar que, na ausência do tempo livre, isto é, o período temporal em que uma pessoa não está obrigada a trabalhar ou a realizar outras atividades impostas, inexiste também a liberdade real. Quem não é dotado de tempo livre tem pouca margem para pensar, criar, estudar, descansar ou participar da vida política. O resultado dessa privação é o surgimento em larga escala de indivíduos autocentrados, intelectualmente embotados, esgotados, ou, numa palavra, infelizes. Esta é a razão por que Marx (2011) identificou a riqueza genuína como o tempo livre dispensado ao alcance da plenitude do desenvolvimento humano, em vez do acúmulo de bens materiais.
Em direção contrária, as jornadas longas e intensas, o empobrecimento do tempo livre e o rebaixamento da vida à função econômica pura e simples, na quadra histórica atual, patenteiam a subordinação do tempo às lógicas do trabalho, da produtividade irrestrita e do lucro. Este sequestro do tempo é, ao fim e ao cabo, uma diminuição da liberdade. Apesar de formalmente “livres”, as pessoas ou não dispõem de tempo para exercerem sua liberdade, ou, quando arranjam algum tempo livre, estão fatigadas e/ou sem recursos para aproveitá-lo. Resta saber por que um regime tão adverso à emancipação humana apresenta tanta resiliência, sumarizada na doutrina TINA, acrônimo de “There Is No Alternative”, verdadeiro mantra de Margareth Thatcher (1925-2013), ex-primeira-ministra do Reino Unido.
A resposta mais óbvia é a de que a sobrevida do sistema capitalista advém da dominação da classe trabalhadora. E não poderia ser de outra maneira, pois a economia burguesa, ao privar a esmagadora maioria dos cidadãos dos meios básicos para uma existência digna e frutífera, só consegue subsistir mediante o emprego da violência, nas suas mais diversas modalidades. Parafraseando o lema do brasão chileno, trata-se de uma coercitividade estabelecida “pela razão ou pela força”. O presente artigo se propõe a analisar essas duas estratégias de perpetuação do capital, no intuito de desnaturalizá-las.
Num primeiro momento, será feito um delineamento geral de como o capitalismo, a despeito de se apresentar como única opção produtiva para a humanidade, está fundado e se sustenta na arbitrariedade, o que põe em relevo sua ilegitimidade. Em seguida, ocorrerá o escrutínio das formas mais encobertas da dominação capitalista, em especial, os posicionamentos de que o sistema é permeado por uma racionalidade otimizadora de recursos e de que o sacrifício despendido pelos trabalhadores é temporário e será mitigado numa fase mais próspera – a velha história de que é preciso esperar o bolo crescer para depois dividi-lo. Por último, serão salientadas as potencialidades anticapitalistas do enfrentamento à escala 6X1. A hipótese de trabalho é a de que a luta pelo fim dessa escala pode ser precursora de uma contestação mais ampla à apropriação do tempo dos trabalhadores. A metodologia utilizada é qualitativa, exploratória e bibliográfica e a abordagem é dedutiva.
A propensão capitalista à força bruta
Por mais que pareça espontânea e inevitável, em decorrência de um processo de naturalização do social encampado de forma ininterrupta pelos seus apologistas, a ordem econômica capitalista notabiliza-se, desde a sua gênese, pela recorrência à força. É o que mostra Marx (2025) na análise sobre a “acumulação primitiva”, processo instaurado entre os Séculos XV e XVIII que lançou as bases para o surgimento do modo de produção capitalista, com a expulsão massiva de camponeses de suas terras e residências, a dissolução de formas comunitárias de reprodução existencial e a pauperização compulsória desses sujeitos, a fim de integrá-los ao mercado laboral, em que são obrigados a vender sua força de trabalho, quase que invariavelmente em condições que lhes são desvantajosas.
A noção de “acumulação primitiva” fulmina a visão idílica de que a ordem econômica atual assenta-se na industriosidade de seus pioneiros, que teriam adquirido, pelo trabalho duro e pela poupança, a supremacia sobre uma malta pródiga e imprevidente, compelida a trabalhar por um salário: “Nada mais falso: sem a destruição violenta e sanguinária das sociedades baseadas na fusão entre o trabalho e os meios de produção o capital não poderia desenvolver uma dinâmica própria, encetada pela sua autovalorização” (Mariutti, 2019, p. 14). Uma transformação dessa magnitude contou com uma maciça intervenção estatal, consubstanciada em medidas como a criação de legislações coercitivas, os cercamentos de terras e a repressão aos estilos de existência independentes da lógica mercantil, todas elas voltadas à vinculação da reprodução social aos ditames de um mercado autorregulado (Polanyi, 2000).
A mercantilização de todas as instâncias da vida social, ínsita ao neoliberalismo, guarda relação estreita com a mercantilização do trabalho. A primeira só pode ocorrer sob a condição de “[…] que os trabalhadores tenham sido expropriados em massa dos meios de produção e que, com isso, sejam constrangidos a vender a sua força de trabalho para um pequeno número de detentores de tais meios” (Kashiura Júnior, 2014, p. 184-185). Pode-se alegar que, na ordem atual das coisas, os trabalhadores são, tanto quanto os demais atores econômicos, livres, e podem escolher vender ou não sua força de trabalho, o que representaria uma sensível evolução em comparação com os modos de produção anteriores. A falácia desse argumento salta aos olhos, pois a sobrevivência dos que são desprovidos dos meios de produção está atrelada à comercialização de seu labor.
O trabalho é a categoria antropológica fundamental, por representar “[…] a atividade pela qual o metabolismo entre o homem e a natureza é mediado” (Marx e Engels, 1988, p. 40, Tradução Nossa). Não obstante tamanha importância, desenvolve-se, no capitalismo, sob a égide da alienação, de forma que o trabalhador não é livre nem para decidir como produzir, nem para se apropriar dos frutos da produção. A ínfima parcela que lhe cabe daquilo que produz serve estritamente para garantir a permanência de sua própria exploração.
Não é nenhum exagero encarar tal jugo como uma metamorfose da escravidão, com o agravante de que, no contexto atual, a vida humana se torna cada vez mais irrelevante, face à primazia do trabalho morto sobre o trabalho vivo, que joga na desocupação imensos contingentes de trabalhadores, enquanto que na escravidão a manutenção da vida do escravo era imperativa, “[…] pois ele representava uma reserva de capital e a depredação da sua saúde e capacidade de trabalhar implicava em prejuízos diretos ao seu dono” (Bertolotti, 2011, p. 78). Mutatis mutandis, pode-se aplicar o mesmo raciocínio no cotejo entre o capitalismo e o feudalismo.
Ademais, as crises sistêmicas do capital têm como saldo o encolhimento paulatino no número de empregos formais, e à massa crescente de desempregados resta tentar a sorte num setor informal cada vez mais saturado ou soçobrar na miséria. É escusado dizer que violência aberta no capitalismo não é um fenômeno historicamente datado, mas uma característica inerente ao modus operandi burguês, que se torna mais visível nos momentos de turbulência econômica. Daí a criminalização da pobreza, vislumbrada tanto no encarceramento em massa, com o qual o Estado tenta lidar com um excedente de mão de obra cada vez mais amplo (De Giorgi, 2006), quanto na perseguição sistemática aos movimentos sociais, que tendem a engrossar suas fileiras em contraponto às políticas de austeridade fiscal e à subtração de direitos sociais.
O mito do capitalismo justo
À primeira vista, a violência física como meio de imposição de vontade de alguém a outrem é a forma incontestável de exercício do poder. Isto se dá porque a parte menos poderosa da contenda é obrigada a se submeter aos desígnios da mais poderosa, sob pena de suportar prejuízos irreparáveis ou até mesmo perecer. É assim que, historicamente, firmou-se a ascendência dos donos dos meios de produção sobre os trabalhadores. Conquanto a violência imediata exerça inegável capacidade dissuasória sobre a intenção de um cidadão rebelar-se contra o sistema instituído, ela é usada em regra com parcimônia. A utilização ordinária da violência aberta desnudaria a artificialidade do status quo, o que poderia desembocar na multiplicação das insurreições.
Se é verdade que “[…] onde há poder há resistência” (Foucault, 2009, p. 105), também é verdadeiro que, se se quiser diminuir a resistência desencadeada pelo exercício do poder, é necessário escamoteá-lo. Um dos artifícios mais comuns para o encobrimento da violência capitalista é a apresentação do sistema como uma consequência inescapável da lógica econômica. Neste prisma, a iniciativa privada é entendida como sinônimo de eficiência e propalada como a melhor opção para gerir recursos escassos. Basta um breve olhar para a crise financeira de 2008, oriunda de práticas financeiras duvidosas e da concessão irrefreada de crédito, para demonstrar a fragilidade do discurso da eficiência do mercado.
Em apoio à ideia de racionalidade do capitalismo, a economia neoclássica, que tem grande influência no âmbito acadêmico, propõe modelos matemáticos baseados em agentes racionais que buscam otimizar o processo de tomada de decisão, de forma a obter o melhor resultado possível, expediente que obnubila o caráter complexo dos sistemas sociais (Mallin, 2009). Outra requisição de racionalidade do capitalismo é o direito moderno, que estaria baseado em princípios supostamente universais. Entretanto, o sujeito de direito, ficção jurídica por excelência do Estado moderno, é uma mistificação inventada para caucionar a equiparação entre o capitalista, portador de poder econômico, técnico e jurídico, e o trabalhador, provido tão somente de sua capacidade laborativa. Para defender uma improvável paridade entre polos tão assimétricos, os teóricos modernos lançaram mão da ideia de igualdade (Kashiura Júnior, 2014).
A desaceleração econômica no fim dos Trinta Anos Gloriosos – 1945 a 1975 –, somada à crise do petróleo na década de 1970, pôs a pique o Estado de Bem-Estar Social e o pacto tácito de colaboração firmado entre a classe trabalhadora e os proprietários dos meios de produção. As providências para solucionar a crise – inflação, endividamento estatal e endividamento privado – revelaram-se de pouco fôlego e o Estado, dividido entre atender os direitos dos rentistas e os dos cidadãos, optou resolutantemente pelos primeiros, numa confirmação de seu pendor pró-capital. Isto ajuda a explicar a erosão da democracia em todo o mundo, sinalizada na ascensão de governantes autoritários (Streeck, 2018). Antes útil à reprodução do capital, agora a democracia é um empecilho, a ser descartado sem nenhum pejo.
A persuasão capitalista exibe inúmeras facetas. O avanço tecnológico, desde o Século XIX, levantou a expectativa, sustentada por uma ampla gama de discursos, de dilatação do tempo livre dos trabalhadores. Este triunfalismo se entrevê, dentre outras obras, no ensaio “Possibilidades Econômicas para os Nossos Netos” (Keynes, [1930] 1984), em que o economista britânico vaticina que o desenvolvimento tecnológico e o crescimento da produtividade permitiriam uma jornada semanal de trabalho de 15 horas no espaço de cem anos, bem como uma vida mais devotada ao ócio e à contemplação.
Às vésperas de se completar o prazo estabelecido por Keynes, o que se testemunha é a intensificação do trabalho – maior produção em um tempo idêntico –, a precarização e fragmentação das jornadas – como no trabalho intermitente e por aplicativos –, a extensão do trabalho ao tempo livre – os meios telemáticos e informatizados de comando, controle e supervisão têm deixado os trabalhadores em um sobreaviso ininterrupto – e a colonização do tempo livre – o tempo que o trabalhador tem disponível para si, ao invés de ser utilizado para sua emancipação, tem sido dedicado ao consumo, a ser sustentado pelo dispêndio de mais trabalho.
Diante deste cenário, a luta contra a escala de trabalho 6X1, em que o funcionário trabalha seis dias e goza de um dia de folga, é emblemática. A jornada 6X1 submete os que a ela estão sujeitos a uma miríade de problemas: maior incidência de síndrome de burnout, distúrbios do sono, estresse crônico, dificuldades em equilibrar a vida profissional e pessoal e maior risco de doenças ocupacionais e acidentes de trabalho. Todavia, tem o mérito de desvelar a absoluta precedência capitalista do lucro sobre as pessoas.
Assim, iniciativas como o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que advoga a redução da jornada laboral para incrementar a qualidade de vida dos trabalhadores, e a Proposta de Emenda à Constituição – PEC 8/25 (Brasil, 2025), que visa reduzir a jornada para 36 horas semanais, com a adoção de uma escala 4X3 (quatro dias de trabalho seguidos por três de descanso), são bem-vindas, por oportunizarem uma maior politização da classe obreira, uma reflexão mais alentada sobre a índole espoliativa do capitalismo e, espera-se, o acréscimo de tempo livre de que os trabalhadores andam tão necessitados.
O potencial de insurgência da luta contra a escala 6X1
Esperar racionalidade do capitalismo, além da mera adequação instrumental entre meios e fins, em que os meios são os trabalhadores e a natureza e os fins são a proteção da propriedade privada e a maximização dos lucros, é esperar em vão. Se os trabalhadores pretendem desfrutar de uma vida que não se restrinja ao atendimento das demandas do capital, vão ter de se organizarem coletivamente a si mesmos. Esta recomendação é daquelas mais fáceis de dizer do que de fazer, ainda mais numa conjuntura de refluxo do movimento sindical, acarretado por fatores diversos, tais como:
[…] subcontratações e terceirizações, precarização dos vínculos de trabalho, internacionalização das redes produtivas, redução da classe operária, mudança na forma de organização das empresas, aumento do sindicalismo de classe média, com outra lógica de ação, e principalmente o desemprego (Venturini, 2000, p. 17)
Adiciona-se aos aspectos mencionados o asfixiamento financeiro das entidades sindicais, promovido pela Reforma Trabalhista de 2017, com o fim da contribuição sindical obrigatória. Não por azar, um dos setores da legislação que sofreram as modificações mais substantivas com referida reestruturação foi o da jornada de trabalho, vide o incremento nas formas de acordo individual, especialmente em relação ao banco de horas, jornada parcial e regime 12×36, e a criação da jornada intermitente (Brasil, 2017). Em desacordo com o que era de se supor, a reação da classe trabalhadora à supressão de seus direitos foi apática, o que ajudou a pavimentar a vitória, nas eleições de 2018, de Jair Bolsonaro, que aprofundou a fragilização das salvaguardas juslaborais.
A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, no pleito de 2022, suscitou a esperança de revogação das alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) implementadas pela gestão Temer. Porém, a pretensão do governo Lula de uma contrarreforma trabalhista (Konchinski, 2023) esbarrou numa correlação de forças amplamente desfavorável no Congresso Nacional. Na realidade, Lula passou boa parte de seu terceiro mandato quase que sitiado pela direita, seja ela extrema, tradicional ou fisiológica. O objetivo dessa oposição cerrada é, se não derrotar o mandatário em 2026, ao menos enfraquecê-lo.
Quando o desânimo parecia tomar conta do campo progressista, eis que surge um sopro de renovação: em setembro de 2023, o influenciador Rick (Ricardo) Azevedo, então balconista em farmácia e hoje vereador pelo PSOL-RJ, publicou um vídeo no TikTok atacando a escala 6X1. Este foi o estopim para uma série de ações, como o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que organizou petições online, mobilizações nas redes e articulações com parlamentares, e a defesa, pela deputada Érika Hilton (PSOL-SP), da PEC que propõe jornada de 36 horas semanais e modelo 4×3, sem redução salarial, que angariou as 171 assinaturas exigidas para tramitar em novembro de 2024 (Tavares, 2025).
Esta movimentação é auspiciosa, no mínimo, por dois aspectos. Em primeiro lugar, possui um viés universalista, apto a congregar uma esquerda cada vez mais dividida por reivindicações de cariz identitário e a atrair a simpatia de amplos segmentos da população. Afinal, a necessidade de tempo livre é comum a todos os que são obrigados a fazer de seu tempo uma mercadoria. Em segundo lugar, coloca em evidência a dupla natureza do trabalho explicitada por Marx (2025), que estabeleceu a distinção entre valor de uso – utilidade de um bem, ou seja, seu pendor de satisfazer uma necessidade humana – e valor de troca – quanto uma mercadoria pode ser permutada por outra no mercado, valor dependente do montante de trabalho incorporado em sua produção.
O valor de uso provém do trabalho concreto, essencialmente qualitativo e direcionado à criação de algo útil. Já o valor de troca emana do trabalho abstrato, que é aquele considerado em termos quantitativos, independentemente das especificidades da atividade feita, e mensurado pelo tempo de duração. O trabalho concreto está para a autodeterminação assim como o trabalho abstrato está para a alienação (Holloway, 2013). Isto porque, enquanto o primeiro corresponde a uma “atividade vital consciente” (Marx, 2004, p. 84), por intermédio da qual o ser humano satisfaz suas múltiplas necessidades, o segundo está destinado precipuamente ao enriquecimento dos titulares dos meios de produção. Logo, a adoção, pelos ativistas contra a escala 6X1, do mote “vida além do trabalho”, indica um movimento de recusa à transformação dos sujeitos em objetos, típica do trabalho abstrato, o que abre fissuras na sociabilidade capitalista, que podem ser alargadas por lutas subsequentes.
Considerações finais
Pelo exposto, demonstra-se que o capitalismo não é neutro. Quem acreditou que ele resolvesse por si mesmo suas contradições, teve as aspirações baldadas. Todas as melhorias nas condições trabalhistas de operários e camponeses, ao longo da história do capitalismo, não foram benesses concedidas por liberalidade dos empregadores, mas o resultado de intensas lutas históricas. O desmonte deste arcabouço protetivo advém da desmobilização do proletariado, que por ora capitulou ante o neoliberalismo.
O oportunismo das elites econômicas em aproveitar a passividade temporária da classe trabalhadora para implodir o pouco que resta do Estado de bem-estar social é um indicativo de seu descompromisso com a elevação dos patamares civilizatórios. Isto só reforça a dimensão retrógrada do capital, autêntica força cega que não tem outro desígnio senão o de sua própria valorização indefinida. Este desiderato é de impossível consecução, pois colide com limites ambientais, sociais e econômicos intransponíveis. Cabe aos deserdados do neoliberalismo, portanto, redobrar a pressão social para a derrocada do sistema, e a discussão sobre o fim da escala 6X1 dá uma excelente contribuição nesse sentido.
Meta lucra com golpes que atingem famílias de baixa renda, aponta pesquisa
Por Lillian Sibila Dala Costa • Editado por Jones Oliveira | 06/11/2025 às 13:15
Um estudo divulgado pelo Projeto Brief nesta quinta-feira (6) mostrou como o ecossistema da Meta, que inclui Facebook, Instagram e WhatsApp, é responsável por veicular anúncios de golpe a milhões de pessoas, afetando principalmente famílias de baixa renda e com pouco conhecimento digital. Os alvos dos golpistas são, especialmente, beneficiários de programas sociais como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC).
A pesquisa faz parte da iniciativa Quem Paga a Banda, que investiga financiamento de campanhas, narrativas e redes de influência na internet, focando, neste caso, no impacto social e político dos golpes digitais.
Foram analisados 16 mil anúncios ativos na biblioteca da Meta em setembro deste ano: 52% tinham indícios de golpe e 9% foram confirmados como fraudulentos.
Golpes na Meta e suas vítimas
De acordo com o Projeto Brief, a maioria dos anúncios golpistas foca em oferecer empréstimos e créditos consignados, mirando em trabalhadores CLT, beneficiários de programas sociais e aposentados do INSS. O problema é que as plataformas não apenas toleram os anúncios falsos, como também lucram com eles: a estrutura da Meta garante que o clique gere receita, mesmo quando leva a golpes.
Uma pesquisa da Febraban/Datafolha de 2024 estimou que 56 milhões de brasileiros (33,4% da população adulta) foram vítimas de fraude digital, sofrendo prejuízos de mais de R$ 40 bilhões. A maioria dos golpes usa deepfakes e páginas falsas com informações incompletas ou inexistentes, se aproveitando da identidade visual e logo de grandes bancos digitais.
Com poucos seguidores e endereços de destino não verificados, nota-se a facilidade com a qual o conteúdo fraudulento é divulgado nas plataformas, com pouca moderação ou controle. Mesmo com denúncias de usuários, milhares de anúncios suspeitos continuam ativos, o que o Projeto Brief descreve como a plataforma sendo parte do problema ao invés de buscar uma solução.
Nos anúncios, são usadas narrativas emocionais e promessas de crédito facilitado, com mensagens como “empréstimo com garantia de veículo”, “parcelas em até 36x” e afins, apelando ao desespero de quem precisa pagar as contas. Ao clicar no golpe, o usuário geralmente é encaminhado para conversas no WhatsApp, onde a fraude é concretizada.
O relatório termina com um chamado à regulamentação de anúncios e das plataformas no geral: na União Europeia, há o exemplo do Digital Services Act (DSA, ou Ato de Serviços Digitais, em tradução livre), que impõe deveres e responsabilidades aos provedores de serviços digitais, especialmente quando há uso de IA.
No Brasil, a existência da LGPD, aparentemente, não está sendo o suficiente para conter iniciativas fraudulentas e seus ecossistemas.