“SOU ANTI!”

NÃO ME PERGUNTE, PORQUE AMO OS ANIMAIS? SE FINGIR NÃO SABER OS MOTIVOS, ME PERGUNTE PORQUE ODEIO OS HUMANOS! - SOU ANTI, SOU UM SER RACIONAL PENSANTE E LIVRE, POR ISSO SOU ANTI, SOU ANTI SISTEMA DOMINANTE, SOU ANTI ESTADO E SUAS LEIS SOU ANTI INSTITUIÇÕES OFICIAIS, SOU ANTI PATRIOTISMO E NACIONALISMO, POIS SÓ SERVEM PARA EXALTAR UMA PSEUDA PÁTRIA SUA, SOU ANTI POLÍTICA PARTIDÁRIA E O CÂNCER QUE ESSA REPRESENTA, SOU ANTI O VOTO POLÍTICO PARTIDÁRIO E A FARSA DA REPRESENTAÇÃO POLÍTICA QUE ELE “VENDE” SOU ANTI A FARSA QUE É A TAL DA DEMOCRACIA ENQUANTO REGIME, PELAS FALÁCIAS QUE “VENDE” E POR REPRESENTAR UM GOVERNO. SOU ANTI CRENÇAS DE FÉ RELIGIOSAS SEU DEUS ASSIM COMO AS MÍSTICAS, SOU ANTI CONCEITOS FALSOS DE VALORES, SOU ANTI SOCIEDADE E SUAS AMARRAS OU “CABRESTOS” MORAL, QUASE SEMPRE FALSO MORALISTA, SOU ANTI POLÍCIA E TUDO QUE ESSA REPRESENTA, OPRESSÃO, COVARDIA, DISCRIMINAÇÃO, PERSEGUIÇÃO ETC, SOU TOTALMENTE ANTI MODISMOS. SOU ANTI! POIS SOU UM SER RACIONAL MAS PENSANTE!!! - A FARSA DA VIDA - "FARSA, A VIDA É UMA GRANDE FARSA, MAS QUEM DISSE QUE NÃO É, COMO NEGAR! SIMPLES SENDO MAIS UM FARSANTE."

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

"Ou o Brasil acaba com as saúvas(STF), ou as saúvas(STF) acabam com o Brasil!"

Frase de Monteiro Lobato, que nunca esteve tão atual como está agora.

Literalmente, Monteiro Lobato falava de um país rural corroído por uma praga real: as saúvas, que devastavam plantações enquanto o Estado era omisso, atrasado e ineficiente. Não era apenas um problema agrícola — era a imagem de uma nação incapaz de proteger a própria base material da sobrevivência.

Simbolicamente, as saúvas representam tudo aquilo que corrói o Brasil por dentro: clientelismo, ignorância institucionalizada, burocracias parasitárias, elites extrativistas, corrupção estrutural e uma cultura política que se alimenta do atraso. Não são insetos — são sistemas, hábitos, castas.

Ideologicamente, a frase expressa o pensamento modernizador do início do século XX: ou o país enfrenta seus problemas com ciência, política pública e ação coletiva, ou será devorado por eles. Mas aqui surge a contradição central: historicamente, o combate às “saúvas” no Brasil quase sempre serviu de pretexto para autoritarismo, repressão e concentração de poder. Em nome do “progresso”, esmagaram-se pessoas, comunidades e dissidências — confundiu-se praga com povo.

Hoje, a metáfora é ainda mais brutal. As saúvas modernas usam terno, farda, púlpito, toga e algoritmo. Elas consomem orçamento, direitos, futuro e imaginação. Alimentam-se do medo, da polarização e da mentira organizada. E sempre oferecem a mesma chantagem: ou obedecemos à ordem deles, ou o país acaba.

É aqui que a frase se inverte.

O verdadeiro dilema contemporâneo não é mais “autoritarismo ou progresso”, mas progresso para quem, imposto por quem e a que custo. Porque todo projeto que promete salvar o Brasil eliminando a crítica, a autonomia e a pluralidade não combate saúvas — cria colônias ainda maiores.

A resposta não é trocar uma praga por outra, nem aceitar salvadores de pátria com veneno forte demais. O manifesto é claro:

o Brasil não acaba com suas saúvas fortalecendo o formigueiro do poder.

Acaba desmontando as estruturas que permitem que elas existam.

Se o Brasil acabar, não será por falta de ordem.

Será por excesso dela — uma ordem que protege saúvas e chama isso de progresso.

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